Mostrando postagens com marcador Piada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Piada. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Violência doméstica não é piada!

Alemanha não "estuprou" o Brasil. Eles simplesmente ganharam. Desde quando estuprar se tornou equivalente a ganhar? Escolha suas palavras com sabedoria.
O futebol ainda é um reduto masculino quase intocável: no Brasil, apenas o futebol masculino é valorizado, o jornalismo esportivo tem como uma das principais pautas musificar torcedoras, jornalistas, bandeirinhas e atletas e as torcidas continuam usando frases como "ele joga como uma menininha" para ofender jogadores e times e a rivalidade entre times é fortalecida com xingamentos homofóbicos, misóginos e às vezes até racistas.

A construção da masculinidade perpassa pela valorização da agressividade e pela reprodução de opressões contra grupos vulneráveis, como mulheres e crianças. Sendo, no Brasil, o gostar de futebol e ser torcedor parte da cultura da masculinidade, oprimir dentro do futebol é considerado algo natural e não criticável.

A ostentação que muitas vezes é reproduzida pelos jogadores e pela mídia reforça a cultura da meritocracia, que só fortalece o capitalismo e, principalmente, o machismo, visto que muitas vezes as namoradas, companheiras e esposas dos jogadores são tratadas como troféus. As mulheres que acompanham os craques são objetificadas, são vistas como um prêmio que veio do esforço e treino deles, assim como os carros importados que alguns adquirem. 

A objetificação das mulheres é um lugar-comum do jornalismo esportivo. A musificação de mulheres para atrair cliques é uma prática comum que mais uma vez reafirma que esporte, especialmente futebol, não é um lugar em que mulheres são bem-vindas. Atletas, jornalistas e torcedoras são constantemente lembradas que são enfeites e não indivíduos. Ainda hoje, quando uma mulher fala de futebol, ela não é levada a sério. Gostar de futebol é visto por muitos homens como algo que mulheres fingem fazer pra conquistá-los. Um exemplo do machismo em torno do futebol é que recentemente, uma bandeira, após cometer um erro crasso de arbitragem, sofreu com o machismo de fãs do esporte e até com um comentário objetificador e machista de um diretor de futebol. 

No período de Copa do Mundo, muitas mulheres relataram assédio verbal e até físico no espaço público por parte de torcedores estrangeiros e brasileiros e de certa forma, isso era previsível, não só porque são práticas naturalizadas na cultura machista, mas também porque a forma que o jornalismo esportivo é conduzido reproduz a ideia de que mulheres são apenas um corpo disponível e não pessoas completas, com vontades, anseios e direitos.

Além disso, quando um time perde de goleada, é comum ouvir e ler pessoas dizendo que o time perdedor "foi estuprado". Essa frase, apesar de comum no meio do futebol, é de uma insensibilidade tremenda porque banaliza uma violência seríssima. Mas as "piadas" de viés misógino não são apenas reforçadoras da cultura do estupro, mas também da violência doméstica.

Matéria "Goleada da Alemanha contra Brasil na Copa gera piadas na internet"

Após a derrota do Brasil de 7 x 1 na semi-final da Copa do Mundo em casa, essas piadas de extremo mal gosto viraram febre na internet. Vários memes foram feitos e de forma muito irresponsável, o G1 veiculou uma imagem reforçadora de violência doméstica com a legenda falando que a imagem representava "uma crise familiar".

A irresponsabilidade do veículo de comunicação ao veicular a imagem como se engraçada fosse e ainda com a descrição de que ela trata de uma crise familiar e não de violência é gritante. Num país com estatísticas tão assustadoras de violência doméstica e discriminação contra a mulher, banalizar uma violência como essa é reforçar a cultura que a mantem presente e sistêmica.


Vídeo da campanha inglesa.

A veiculação da piada misógina no portal do G1 se torna ainda mais absurda quando analisamos a publicação sob a ótica de que uma campanha inglesa contra violência contra a mulher apresentou o dado de que no contexto inglês, os casos de violência doméstica aumentam cerca de 38% quando a Inglaterra é derrotada. No Brasil, as estatísticas não devem ser as mesmas, mas agressões especialmente contra mulheres aumentam sim após derrotas, especialmente goleadas. 

Ser uma piada e ser sobre futebol não afasta o caráter opressor da imagem. É necessário reconhecer que sim, o futebol muitas vezes reproduz dinâmicas de poder que devem ser questionadas e criticadas. Enquanto ignorarmos o machismo, racismo, homofobia e transfobia presentes no futebol, jamais conseguiremos eliminar tais preconceitos da nossa cultura. A cultura de violência das torcidas, as ofensas preconceituosas que surgem com a rivalidade dos times e a exclusão das mulheres como futebolistas e comentaristas de futebol não é saudável e nem natural, ela só é um sintoma de como a masculinidade é construída de forma problemática e como o futebol, como espaço masculino, acaba por reproduzir tudo isso. 

"A mulher brasileira existe, mas não para satisfazê-los" - Aline Valek no Escritório Feminista.

"Quando o xaveco é quase uma agressão sexual" - Reportagem

"Mulheres relatam como foram assediadas nas festas da Copa na Vila Madalena" - Reportagem

"GQ India tells Indian men to harass Brazilian women" - Texto em inglês da Flávia Simas.

"World Cup of Sexism" - Texto em inglês da Flávia Simas. 

"O outro saldo da Copa" - Lugar de Mulher. 

"Mulheres nos esportes" - Podcast feminista "We can cast it!"

"Onde estiveram as mulheres na Copa do mundo?" - Blogueiras Feministas

Futebol também é lugar de mulher! Conheça a história da Marta Vieira da Silva, uma das maiores futebolistas do mundo e da Léa Campos que foi a primeira árbitra de futebol do mundo. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Porta dos Fundos: transfobia no humor não causa riso, perpetua preconceitos.


Por Flávia Simas e Thaís Campolina  




A invisibilidade das pessoas trans* e suas questões, como a busca pela despatologização da transexualidade, como a luta pelo reconhecimento do nome social, contra a violência com motivações transfóbicas e pelo respeito no mercado de trabalho é um fato. A mídia e a sociedade praticamente não dão espaço para tratar sobre o tema da transexualidade e raramente é possível ver matérias que tratem do assunto de forma séria e sem transfobia. 

Um erro muito comum em várias matérias jornalísticas é colocar a pessoa transexual que foi vítima de um crime como vítima de homofobia e não de transfobia, o que demonstra uma clara confusão a respeito de orientação sexual e identidade de gênero. O uso de pronome masculino ao se referir às travestis e identificar a pessoa trans pelo nome que ela não identifica como seu também são recorrentes. Os erros citados são demonstrações de transfobia e reiteram esse preconceito.

Além dessa invisibilidade que se constrói em cima da marginalização das pessoas trans*, é muito comum que as pessoas transexuais só sejam lembradas num momento: para fazer piadas a respeito de sua identidade, o que é uma forma de manter a marginalização. O programa virtual Porta dos Fundos é um exemplo recente disso. 



Não é de hoje que o Porta dos Fundos decepciona a gente. É de se surpreender que um programa que tem tanta visibilidade e que é visto por muitas pessoas como uma nova forma de humor esteja fazendo mais do mesmo. É frustrante perceber que, embora possamos ver alguma novidade em alguns vídeos, eles estejam errando tanto a mão, e de forma tão grosseira. 

E o que seria fazer mais do mesmo? Seria utilizar do velho humor que expõe e humilha grupos oprimidos. Mais uma vez temos um programa que não se propõe exatamente a ser libertador, mas apenas a vender um produto, que, apesar de soar moderninho, não faz nada muito diferente do que os "humoristas" do Zorra Total têm feito há anos, ou seja, rir das minorias. 

Há vários aspectos que podem ser levados em consideração ao analisarmos, por exemplo, o vídeo "Casal Normal", do canal Porta dos Fundos (por respeito às pessoas trans, não linkaremos o vídeo aqui). Primeiro, sobre a questão da arte em si: qual o limite da arte? Deveríamos pautá-la? Até que ponto a arte pode se dar ao direito de ser politicamente incorreta? 

Acreditamos que a arte, em si, não deveria ser pautada. Entretanto, entendemos que a arte não acontece num vácuo. Há sempre um contexto que precisa ser levado em consideração, e se a arte se decide por seguir o caminho mais fácil, ou seja, o que perpetua o status quo, ela reafirma as desigualdades. Mas, deveria a arte se preocupar com isso? Gostaríamos que não. Porque gostaríamos, na verdade, que reforçar preconceitos não fosse um produto tão rentável. 

É no mínimo curioso que uma arte que apenas repete o que vem sendo feito desde sempre tenha a seguinte descrição: "PORTA DOS FUNDOS é um coletivo criativo que produz conteúdo audiovisual voltado para a web com qualidade de TV e liberdade editorial de internet." Porque basta assistir ao vídeo "Casal Normal", que por falar nisso não é o primeiro vídeo transfóbico do coletivo, para percebermos que a criatividade em questão tem seus limites. Ou seja, o limite é o da rentabilidade de um riso fácil e sem comprometimento com a realidade brutal que afeta milhões de pessoas trans mundo afora. Tal "liberdade editorial de internet" limita-se, assim como a televisão, àquilo que o "povo quer". E o povo quer rir. 

Tratemos então, do segundo ponto, ou seja, o riso. Acreditamos que nenhuma argumentação nossa aqui surtirá mais efeitos que o documentário O riso dos outros. Dessa forma, aconselhamos quem ainda não assistiu ao filme que o faça o quanto antes. Por ora, é necessário refletirmos acerca de um fator que primordialmente caracteriza o riso: a insensibilidade. Para que o riso aconteça, é necessário não apenas um distanciamento da outra pessoa, objeto do humor, mas também uma boa dose de crueldade. Ou, como diria Bergson, é preciso "uma anestesia momentânea do coração". Ainda segundo Bergson, de forma geral o riso acontece a partir do defeito alheio. Rir daquilo que não nos parece "normal" é exatamente o que faz com que uma piada "dê certo". 

No nosso entendimento, é aí que está o problema. As minorias são alvo fácil do humor justamente por se encaixarem naquilo que o senso comum considera como "anormal". É aceitável rir de alguém que não se parece com você. Em uma sociedade em que as minorias são tão marginalizadas e em que há uma negação 1. do problema e 2. da própria realidade de dor dessas minorias, é um tanto fácil ganhar rios de dinheiro reforçando negativamente a diferença. E sair pela tangente, afirmando que vai fazer piada com aquilo que o povo quer ouvir. Efeitos de uma sociedade em que o lucro precede a humanidade das pessoas. E o direito fundamental e humano que tais pessoas possuem de serem respeitadas. 

A arte e o humor podem e devem ser criticados caso reafirmem o status quo e se baseiem em humilhar um grupo de pessoas. Mas é comum que as pessoas coloquem o humor num patamar inalcançável a críticas e ignorem que a suposta piada se baseia em desrespeitar pessoas, ignorar fatos sociais, reafirmar padrões e preconceitos. 

Imagem retirada da page Transexualismo da Depressão
Infelizmente há vários exemplos de piadas transfóbicas, a maioria delas faz questão de desrespeitar a identidade de gênero da pessoa trans. Ariadna, ex-bbb, foi vítima de várias agressões no dia do homem, por exemplo, com essa desculpa de que era humor. A última imagem extremamente transfóbica que vimos ser discutida na internet tinha o seguinte título "Prós e contras de se namorar um travesti", desde a leitura da chamada a gente percebe que a mulher trans é mais uma vez tratada no masculino, tendo assim sua identidade de gênero desrespeitada. Além disso, a "piada" reafirma padrões de gênero e ainda tem o absurdo "se você bater nela, ela não vai poder ir na delegacia das mulheres", que além da clara transfobia, é uma frase extremamente misógina. Não tem nada de engraçado em ridicularizar mulheres trans*, muito menos em colocar a violência contra elas como algo ok e que pode ficar impune. 

Fazer humor não é proferir discursos de ódio como se isso fosse engraçado. Isso é agressão. E ignorar esse aspecto de violência desse tipo de "piada" que citamos é banalizar as mortes motivadas pela transfobia, é contribuir para que o desrespeito contra as pessoas trans no ambiente de trabalho, na rua, em casa, na faculdade, na escola, continue acontecendo e tal grupo permaneça sendo tratado com negligência.

Quanto ao vídeo "Casal Normal", reiteramos nosso repúdio ao mesmo, pois ele colabora para a manutenção da transfobia. A partir do momento em que se brinca de forma tão irresponsável com questões sérias e que urgem por uma reflexão de toda sociedade, o humor não é mais humor, e sim maldade. O vídeo é praticamente inteiro transfóbico, mas cabe destacar duas situações especialmente tensas: 1. o reforço da idéia de que a transexualidade é algo que não pode ser explicado às crianças (a velha pergunta 'e as crianças' entrando em ação, para cimentar a noção de que pessoas trans são bizarras e, portanto, cômicas); 2. a insistência do diretor da escola em saber qual era o nome "real" dessas pessoas, em uma clara demonstração de desrespeito à verdadeira identidade das mesmas. 

Por fim,  quem diz que a crueldade é uma condição sine qua non para a existência do humor, parece se esquecer que tal crueldade pode ser dirigida a grupos que não se encontram em situação de vulnerabilidade. Um humor que não destrua ainda mais a vida dessas pessoas é possível. E há humoristas que conseguem captar isso, como o documentário O Riso dos Outros bem atesta.  

Indiretas feministas


Um texto brilhante que esmiúça todas as nuances transfóbicas do vídeo em questão pode ser lido aqui. E um relato pessoal de Flávia acerca de cissexismo e transfobia pode ser lido aqui. 


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nota do Ativismo de Sofá sobre trolls.


Se você lê blogs e usa redes sociais, provavelmente já se deparou com a figura do troll. O troll é aquela pessoa que busca desestabilizar as pessoas em um grupo que está discutindo determinado tema. Ele tem a finalidade de atrapalhar discussões sadias; para isso, ofende o interlocutor, zomba de seus argumentos, desvia o assunto propositalmente e coloca "lenha na fogueira". Eles não estão abertos a mudar de opinião, refletir e ter um debate saudável: simplesmente querem fazer você passar raiva.


De todas as modinhas que já vimos começarem, passarem e até mesmo permanecerem, a pior de todas é a do troll. Trollar viola as regras de boa convivência entre pessoas, mas essa violação das regras não tem a finalidade de contestar, não há reflexão e questionamento ali. Quem faz isso simplesmente o faz porque acha engraçado desrespeitar as pessoas, vê-las nervosas, alteradas, ofendidas. O que há por trás do troll não é uma pessoa que acha que a internet deve ser levada menos a sério, e sim alguém que se diverte com a reação negativa do “interlocutor” ao se sentir ofendido, desrespeitado, ridicularizado. 

Troll já teve outro significado um dia. 
Essa idéia de desrespeito e ofensa como fonte de diversão não está só na figura do troll, está no humor que se afirma ácido, “politicamente incorreto” e contestador, mas que só reafirma o statu quo e os preconceitos existentes. Ofender faz parte do humor há tempos, mas trollar é a nova-velha modinha da internet. Esse tipo de humor, a trollagem, parte da ideia nociva de que a serventia das pessoas é nos entreter. Sendo a violência, moral ou física, engraçada para muitos, eis aqui a nova função do ser humano: ser ofendido e ter seus posicionamentos e opiniões desqualificados sem sequer poder responder ou reclamar sem ouvir um "se não sabe brincar, devolve os hominho".

Não sabemos brincar de incentivar violência contra grupos vulneráveis, não sabemos brincar de ofender e também não sabemos rir disso. Devolvemos os hominho e esperamos que mais gente o faça junto conosco, porque estamos cansadas dessa babaquice geral e dessa gente que não vê problema em dizer "te sento a vara, moleque baitola" e "te sento a mão na cara, vadia".


Autoria de Thaís Campolina com colaboração da Elisa Prando.


terça-feira, 17 de abril de 2012

"É só uma piada"

Piadas de estupro não são engraçadas.
Já há algum tempo tem causado polêmica a trupe daqueles que se autointitulam “politicamente incorretos” (nome que ainda busco compreender, já que qual é a novidade em ser politicamente incorreto? Não é assim que grande parte das pessoas sempre foram?) com suas belas piadas destinadas as mais diversas minorias políticas.

Mas não é deles que eu vim falar não. Esse povo que está realmente interessado em fazer piada para desmerecer, ridicularizar, menosprezar as pessoas não me interessa nem um pouco. Sigo achando que o lugar deles é na cadeia e ponto. Vim falar de gente mais perto da gente. De gente como um amigo seu, ou mesmo como você quando compartilha algo, fala algo, ri de algo na vida, nas redes sociais, enfim.

Também não pretendo ficar por muito tempo aqui repetindo sobre o poder do discurso. E, sim, a piada é um discurso. É um discurso com o objetivo de ironizar, brincar, despertar o interesse em rir do outro. Sendo assim, tem suas particularidades, já que o objetivo é diferente de um discurso como esse, deste texto, por exemplo, mas de qualquer forma não deixa de ser produtor ou reprodutor de conteúdo.

Portanto não é “só uma piada”. Não é por algo ter caráter de piada que o discurso utilizado ali não possa ser analisado de forma mais profunda. Não é por algo objetivar ser engraçado que está desprovido de contexto social, muito pelo contrário.

Mas voltando ao foco: E aí quando um grupo de pessoas se sente ofendido com determinada piada dizem apenas que não tem senso de humor, que não sabem aonde foram ofensivos e que “tem até amigos que são” (essa é ótima). O “direito de resposta” costuma demonstrar um lado mais obscuro da pessoa do que a própria piada em si.
Sim, meu querido, porque se todo um grupo de pessoas se sente ofendido com determinada piada feita por você, algo tá errado nisso daí. Uma dica: Se você em algum momento da vida foi chamadx de preconceituosx, provavelmente naquele momento era exatamente isso que você estava sendo.

 Quando existe resistência com relação a uma piada que você fez eu te digo: Em 80% dos casos o que acontece é que para aquela pessoa aquilo não é “só” nada. É real. Não é engraçado quando você é a pessoa que tem medo de andar na rua e ter seu corpo violado, não é engraçado quando você é o gay que já foi expulso de casa, não é engraçado quando você é o negro que já foi humilhantemente não apenas chamado, mas tratado como macaco, não é engraçado quando você é a transsexual que é chamada no masculino todos os dias. Para você pode ser super engraçado, porque não tem nada a ver com a sua realidade. Mas não é nada divertido quando é vivido na pele, dia-a-dia.



Portanto aqui vai um guia básico de etiqueta: Quando uma pessoa, ou um grupo de pessoas reclama por se sentir ofendida com uma piada sua, peça desculpas. É simples assim. Depois pergunte, tente pesquisar, analise porque daquilo. Mas a princípio, apenas desculpe-se. Porque, torno a repetir: Provavelmente você está realmente sendo ofensivo. E, bem, sinto te informar, mas contra-atacar com mais ofensas como “vocês não tem senso de humor”, “para, é só uma piada” não acrescenta nada em sua vida e só realça a ofensa anterior (além de comprovar sua ignorância).

Todos nós temos preconceitos enraizados. Entretanto, vai de cada um saber se quer evoluir ou se prefere continuar estagnado em u ma mentalidade retrógrada. Por vezes o próprio desconhecimento de causa é nosso erro e mudar isso é bem simples, basta se preocupar em ouvir o outro lado.

E para os que dizem que "é impossível fazer humor sem ofender" (what?) aqui, aqui, aqui, aqui e aqui estão cinco exemplos de coisas que me fazem rir muito de forma bem simples, sem precisar ofender nenhum grupo social. E para os ironia lovers recomendo fortemente este e este tumblrs.