sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cultura do estupro II: Nova Schin violenta mulheres "sem intenção"

Apenas dois dias se passaram desde que as pessoas se mobilizaram nas redes sociais em repúdio à propaganda da prudence, chamada "Dieta do Sexo", que banalizava o estupro e já se iniciou uma nova polêmica, dessa vez em torno de uma propaganda que vem sendo veiculada na tv há alguns meses. O nome da propaganda é "Homens invisíveis". Pelo nome já dá para tirar algumas conclusões.

Alguém já assistiu o filme "O homem sem sombra" (Hollow man), estrelado por Kevin Bacon? A Lola menciona o filme neste post aqui, e nós do Ativismo também não poderíamos deixar a referência de lado. A premissa é bastante simples: Um cientista resolve testar em si mesmo a sua descoberta, a fórmula da invisibilidade. Dentre as situações decorrentes da nova condição, houve uma especialmente sombria. O personagem costumava observar a sua vizinha em situações íntimas, e dada a nova condição, resolveu estuprá-la, pois jamais seria reconhecido. A cena nos causa horror.
Ter o poder da invisibilidade significa uma liberdade irrestrita, soltar-se de todas as amarras sociais. Não é à toa que a propaganda da Nova Schin escolheu, dentre tantos super poderes, exatamente aquele que dá ao homem o poder de fazer qualquer coisa, sem que isso seja punido, reprovado. O anonimato é a garantia da impunidade. Com isso em mente, os homens da propaganda animam-se a abusar das mulheres. Exatamente como no filme "O homem sem sombra". Enquanto lá o estupro é mais explícito, aqui ele é relativizado.
As pessoas ainda não se acostumaram com o fato de que a chave para entender o que é um estupro está em duas palavras: "não consensual". O Estupro não se resume àquele crime em que um psicopata desconhecido aborda uma mulher em um beco escuro e a penetra. Há estupro sem penetração, há estupro dentro de casa, com parentes, pais, conhecidos, amantes. Há estupro de vulnerável, que ocorre quando a parte violada não tem condições de reagir, ou por estar bêbada, doente, drogada e até mesmo por ser menor de idade. Há várias modalidades diferentes de estupro. Tirar o biquíni de uma mulher sem a permissão dela é estupro. Vamos recapitular então, recorrendo ao código penal:
Art.213 - "Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso"

Art. 217-A - "Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (quatorze) anos"


§ 1º "Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência."

Agora veja a
propaganda.


É preciso lembrarmos que a propaganda veiculada pela Nova Schin e legitimada pelo CONAR (que indeferiu as denúncias), dá margem à interpretação de que realmente há o estupro. Não o estupro em que há penetração, mas o ato de bolinar contra a vontade da vítima está explícito. A gente fica imaginando a reunião para decidir como seria a propaganda: "Ah, seria maneiríssimo os caras invadindo o vestiário feminino e elas saindo de lá apavoradas". GENTE.


Tópico criado pela Jarid (clique para visualizar) 
Uma vez que a campanha foi feita (Como assim, ninguém se tocou o quão ofensiva ela é?), aprovada pelo cliente (Como assim, você vai vincular sua marca ao crime de estupro?), veiculada no horário nobre (milhões de famílias assistindo), algumas pessoas, como nós, se ofenderam. Entramos em contato pelo Facebook da Nova Schin para pedir uma retratação e retirar a peça publicitária do ar. O que recebemos? A seguinte nota no tópico criado pela blogueira e ativista Jarid Arraes:
"Prezada Sra. Jarid Arraes,
Agradecemos o contato e esclarecemos que o Grupo Schincariol preza pelo respeito à dignidade de cada indivíduo.
Assim sendo, ressaltamos que não houve intenção de ofender qualquer pessoa no filme publicitário mencionado. Cordialmente, Grupo Schincariol".

Infelizmente, a nota em nada se retrata pelo absurdo conteúdo do vídeo, apenas afirma que a intenção não foi a de ofender. Oras, mas ofendeu. Depois dessa resposta, a atitude da empresa foi ainda mais violenta com as mulheres: desce um selinho Sandra Annenberg pra eles PFVR? Porque né, só fazendo brincadeiras pra tentar entender o grau do desrespeito a que fomos sujeitadas ontem o dia inteiro. Os administradores da página apagaram nossas mensagens sistematicamente, inclusive a mensagem da Jarid Arraes, que contava com mais de quinhentos compartilhamentos. Tolinhos. Ao tentar nos calar, inclusive bloqueando várias usuárias (do face, porque vamos combinar, ninguém em sã consciência vai se declarar ‘usuária’ duma cerveja chinfrin dessas), a Schin conseguiu aumentar mais ainda o nosso ódio. Sim, meus caros, escrevemos essas linhas com sangue nos zóio. E temos certeza que a Jarid, e todas as pessoas que compartilharam sua postagem ontem, estão, também, mais do que chateadas com essa reação opressora da cerveja. É basicamente por isso que estamos aqui, em blogagem coletiva, para dizer em alto e bom tom: vocês não vão nos calar!


O que é realmente invisível para a empresa e para tantas pessoas que defendem a propaganda, a galera do team "deixa disso", "era só brincadeirinha" e "não tem nada demais", é a situação calamitosa das mulheres. Vivemos em uma sociedade que adora chamar estuprador de monstro, de psicopata, de demônio, mas que incentiva o estupro de diversas maneiras. Se você é uma dessas pessoas, parabéns, você já sucumbiu à
cultura do estupro e já naturalizou a violência. Veja bem, não estamos dizendo que você é um estuprador, estamos dizendo que você relativiza, suaviza o abuso.

Alguns ainda dirão: "mas a propaganda é velha!" Ao que perguntamos: E o Kiko? E DAÍ? Acaso agora existe prazo de validade pra reclamar das coisas? Amigx, se o machismo fosse tão fácil assim de identificar, nós simplesmente não precisávamos estar aqui. Não ia precisar de ninguém fazendo blog pra tentar desconstruir preconceitos que cimentam sim uma cultura altamente opressora e prejudicial às mulheres. Ou você realmente acha que nos falta o que fazer? Que nossas contas são pagas milagrosamente? Que o tempo que gastamos aqui tentando fazer desse mundo uma merda um pouco melhor pra se viver não poderia muito bem estar sendo gasto em algo mais produtivo mas, OLHA SÓ, pessoas preconceituosas como você estão a todo tempo passando piadinhas de mal gosto e disseminando uma cultura asquerosa que, além de colocar a culpa do estupro na mulher, ainda incita a violência por meio das tais piadinhas?

Por fim, cerveja ruim, propaganda ruim. Sim, a cerveja é péssima. Como dissemos acima, ninguém se declara “fã” duma cerveja marromeno dessas. Mas, peraí. Não sabemos quem fabrica, mas dinheiro ali tá rolando, viu. Galera tá comprando, nem que seja pra guardar no freezer pra servir por último nas festas. Sem contar que estão com grana pra veicular a propaganda até em horário nobre na tevê. E a propaganda é ruim? Sim, é péssima. Mas isso não exime a Nova Schin. Se fôssemos protestar contra coisas de pretensa qualidade apenas, sobraria muito pouco a ser falado, não? Então, amigx, na boa, bora dar um tempo no elitismo e encarar o problema de frente? Propaganda mequetrefe nenhuma nos define, mas se nos desrespeita nós iremos sim levantar a voz e reclamar!

* Texto colaborativo de Flávia Simas e Gizelli Sousa.

Mais textos sobre o assunto:

Biacentrismo - Cerveja é bebida masculina, certo? - Por Maria Beatriz

Escreva, Lola, Escreva - A repercussão do protesto contra Nova Schin - Por Lola Aronovich
Popnoid - Nova Schin incentiva o estupro e você pode fazer a diferença - Por Mariana
Mulher Dialética - Desconstruindo a cultura do estupro - Por Jarid Arraes
SubJudice- E se você fosse invisível, o que você faria? - Por Fátima
Escreva, Lola, Escreva - Situações Absurdas - Por Lola Aronovich
Blogueiras Feministas - A Nova Schin quer nos calar, mas vamos fazer barulho! - Jarid Arraes

1+1-1 - Qual o seu preço - Por Geísa Mueller
Contravento - Machismo: Preservativo, cerveja e Alexandre Frota - Por Charô
Partido das Causas Perdidas - Cultura do estupro e publicidade - Por Lou Sevla
Tumblr Uma Feminista Cansada - Resumindo propagandas 
Tumblr Machismo Chato de Cada Dia - Nova Schin e seus desrespeitosos "Homens Invisíveis" 
Tumblr Machismo Chato de Cada Dia - Nova Schin, Leo Burnett e Conar
Kaleydoscopeeyes - A Nova Schin, as propagandas, o machismo e os publicitários moderninhos - Por Bete


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Imaginação e não Apelação, chega de propagandas machistas - Grupo criado para debater (e combater) a publicidade machista.

61 comentários:

  1. FEMINAZISTAS VAGABUNDAS.

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    1. Que deselegante esse comentário!

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    2. http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTisvSangeYu35qfbU1adYsHezBnRr_ucu7A_zFzHN7RLeJD7cUglfgTih3zA

      :D

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    3. Cara, qdo alguém não tem argumento crítico e humanizado, é pq, é um alienado, manipulado,... ou seja um IDIOTA!

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    4. Educadinho hein

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    5. Gente endossando cultura de estupro. Pergunta que não quer calar: por que?
      E aí tem que dar chilique mesmo, afinal, vai argumentar como?

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  2. Evelyn Ariane Lauro3 de agosto de 2012 14:44

    Vagabundas não, vadias, por favor! "Tirar o biquíni de uma mulher sem a permissão dela é estupro" sim e não temos que concordar com isso.

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  3. Lindas, só a título de curiosidade, os dispositivos legais apresentados no texto foram revogados.

    O 214 foi revogado, não existindo mais o "atentado violento ao pudor", sendo a conduta de "praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso" tipificada no art. 213, que teve sua redação alterada pela Lei nº 12.015, de 2009, de forma a abarcar o ilícito antes previsto no 214.

    Também o 217 foi revogado pela lei já mencionada, sendo a redação apresentada no texto, na verdade, a do art. 217-A.


    Fora isso, de fato é lamentável que publicitários continuem criando essas propagandas sexistas e mais lamentável ainda é o clima do "deixa disso" que impera. Tocar uma moça sem o seu consentimento não é engraçado.

    Nova Schin é uma porcaria de cerveja e eu só tomava obrigada em show da Ivete Sangalo. Agora nem isso, vou voltar a tomar caipirinha.

    Engraçado que esses publicitários ignoram uma fatia considerável do mercado. Pensem comigo, se mulheres feministas tendem a ser mais ~livres~, tendem a se preocupar menos com convenções sociais, também são as mulheres feministas (ou quase isso) uma parte considerável do público consumidor de bebidas alcoólicas e camisinhas (pq mulher sexualmente liberada transa mais e com mais parceiros, e mulher sexualmente liberada com consciência usa camisinha).

    Agora, vejam a besteira que fizeram, em uma semana nos ofenderam duas vezes e em duas coisas que adoramos fazer, só que, diferente das companhias de celular, contra as quais pouco adianta fazer pq é tudo farinha do mesmo saco, nós temos uma cartela imensa de opções de cerveja (dá pra chamar nova schin de cerveja?) e camisinhas.

    Seguirei linda tomando cerveja da Ambev (Antártica s2 s2 s2) e usando Jontex.

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  4. Seguinte sou contra o estupro, sou contra a vulgarização da mulher, mas esse apelo está mais para boicote do que uma denúncia crimes dessa natureza, já que o principal chamativo das marcas de cervejas em suas publicidades são mulheres praticamente nuas expostas como carne de açougue, e exibidas como trofel por seus supostos donos, e ninguém fala nada. O que realmente viram contra a marca em questão eu não sei, contudo dada a delicadeza do assunto poderia ser tratado como algo de mais amplitude, vários pontos dignos dignos de menção (pelo menos como disfarce) não o foram, daí que que tá cheirando mais a boicote do que algo inerente a um movimento feminista propriamente dito. O mais lamentável não é só os argumento desinteligentes que usaram, é que eles procedam de pessoas tão inteligentes.

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    1. Mais um homem querendo nos ensinar sobre o quê e como militar pelos direitos das mulheres. Vou botar um contador ali do lado.

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    2. Ninguém fala nada? Desculpe, mas o tema "propaganda de cerveja" é comumente tratado em blogs feministas. E eu gostaria muito de saber quais são os "vários pontos dignos de menção" a que você se refere. Realmente podem ter faltado vários pontos, ninguém é obrigado a dar conta de tudo. Achei deselegante falar que somos desinteligentes e vou lhe dar um selinho da Sandra por isso, okay?

      Agora, se você quiser vir aqui discutir os pontos que não foram por nós contemplados, teremos prazer em acolher seus argumentos, só não precisa tentar desmerecer a nossa causa porque nós supostamente não sabemos tratar do assunto.

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    3. Ter os privilégiuos cutucados tá doendo né?

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    4. Um homem que não conhece o feminismo querendo ensinar feministas a militarem.

      Tem que ser muito desinformado pra falar que não há ações e críticas feministas a respeito da objetificação e mercantilização dos corpos femininos em propagandas de cerveja!

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    5. Má, oe! essa propaganda é ótema! Um grupo de amigos qqr que falam que abusariam sexualmente de mulheres se não tivessem como serem identificados. Como surgem interpretações negativas disso?

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    6. Ok que os argumentos dele não foram muito felizes, mas vocês atacarem o fato dele ser "um homem que tá se metendo em um assunto onde não foi chamado", também não é legal.
      Seria mais interessante explicar o porquê dos argumentos dele não serem corretos, e quem sabe ajudá-lo a abrir a mente ao invés de chutá-lo? Quem sabe futuramente ele tenha argumentos que sejam melhores por ter tido uma orientação melhor.
      Sim, sou um homem também e discordo dos argumentos dele, mas antes de tudo, eu tenho respeito para com os outros, e acho que seria muito mais proveitoso explicar sobre o movimento feminista, e até tirar certas preconceitos que as pessoas pensam a respeito.

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    7. Irritadinho, você, hein? E isso não se trata de um assunto em que homens não foram chamados. Vocês são mais que bem-vindos ao debate. Só não entendemos essa insistência masculina em: 1. tentar nos dizer como deveríamos militar, se isso se trata de uma luta essencialmente nossa (seria igual um branco querer definir o que foi ou não racismo, o que foi ou não ofensivo, à revelia de todo um histórico de opressão e falta de voz dos negros); 2. tentar pautar a discussão (vocês estão erradas! Deveriam é falar disso, disso e daquilo!). Amigo, quer contemplar tudo? Abre um blog e convida a galera pra ler, simples assim ;)

      Outra coisa: essa mania de achar que nós TEMOS que respeitar todo mundo e abranger todo mundo em nossas discussões não seria, também, uma forma de machismo? Afinal, mulher é tão acolhedora, né? Como pode, gente, elas estão atacando um comentarista??? Isso não se faz, vocês precisam respeitar, mesmo sendo claramente desrespeitadas ao terem seus argumentos taxados de "desinteligentes". Seria muito mais proveitoso se vocês fosse mãezonas, acolhedoras, educadíssimas e explicassem tudo, tintim por tintim a quem discorda e desrespeita vocês. Dá um tempo.

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  5. Parece q algumas pessoas só entendem apologia ao estupro se vier escrito em letras garrafais: APOIAMOS O ESTUPRO!
    Não eh assim!Sera q essas pessoas nunca estudaram pressupostos, subentendidos, mensagens implícitas e explícitas?
    E, para mim, está mais do que óbvio que a propaganda incentiva algo que eh crime.CRIME!!

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    1. Tenho a mesma impressão. Acho que as pessoas só veriam o abuso (e olhe lá) se fosse alguma cena bem parecida com aquela em que a Lisbeth Salander foi estuprada oO

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  6. Mais alguém recebeu email-resposta do Conar?

    - - -
    Prezado Sr(a).

    Sua queixa mereceu nossa melhor atenção.

    O CONAR instaurou em 12/03/2012 a Representação de nº 062/12 relativa ao anúncio “NOVA SCHIN – INVISÍVEL”, em razão de queixas de consumidores.

    Apreciada a defesa do anunciante PRIMO SCHINCARIOL, a 1ª Câmara do Conselho de Ética, em sessão de 05/07 último, decidiu acolher por maioria de votos a recomendação de ARQUIVAMENTO da representação sob o fundamento que o comercial não foi considerado ofensivo à mulher, retratando uma situação absurda (alguém ficar invisível). Aliás, o personagem, ao final, é ignorado e desprezado pela modelo mulher.

    Permanecemos à disposição.

    Atenciosamente,

    Edney Narchi
    VP Executivo

    - - -

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    1. Eu recebi e vi que muita gente recebeu também. No Twitter e no Face.

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    2. Há uma "carta pública" em resposta já rodando pelo face.

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    3. Apoiado! Depois de descobrirem a metáfora, ficou irritante essa mania das pessoas de verem maldade em tudo, principalmente neste caso, que se trata de uma situação absurda, inexistente! Como foi citado acima isso se parece mais algo relacionado à antipatia pela marca do que de fato um movimento feminista.

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  7. É interessante ver iniciativas como a sua de querer prezar pela moral de vcs mulheres, é interessantíssimo, isso é inegável. Mas mesmo atualmente em que a mulher tem conquistado sua independência, que na maioria dos casos se restringe a financeira, a também maioria não mede esforços para tal, ou seja não importa os meios, apenas o fim pretendido. Grana, status, poder. Enquanto q uma pequena parcela, podem até visar o mesmo objetivo, contudo trilham o caminho difícil; estudo, trabalho e dignidade. Dignidade, essa é a palavra, as mulheres têm perdido isso nessa busca desenfreada pela tão sonhada "independência" e "igualdade de direitos". Não é só cerveja não, são milhares de marcas q vendem seus produtos através de mostrar em seus comerciais mulheres com seus atributos à mostra, para não fazer uso de termos indecorosos.
    Isto está tão entranhado na cultura dos povos, que essa prostituição disfarçada tem se tornado algo comum. É merecidíssimo sim, q campanhas sejam feitas, mas para concientização das próprias mulheres q feminismo não é essa desvalorização q fazem de si mesmas.
    Mulheres inteligentes não se portam dessa forma, eu não as julgo, pois as mesmas estão sob o jugo da mídia opressora, que pelo concordar de também mulheres tem levado ao ar propagandas, novelas e filmes de teor machista, acarretando numa alienação praticamente total das demais.
    Enquanto mulheres, ditas exemplos de vida (atrizes, modelos, etc.), continuarem se mostrando dessa forma, estão automaticamente concordando que os publicitários e demais continuem esculachando com vocês. O que é uma pena, tanto para quem vive sob essa alienação como também para aquelas que ascendem na vida tendo em vista também a preservação da moral e do amor-próprio.

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    1. Bom. Se você acha que é tudo uma questão de moral, então eu sinto informar mas você não só não entendeu o propósito da nossa luta, como também está perdendo o seu tempo discutindo aqui. A preservação da moral também preserva preconceitos e noções arcaicas de papéis sociais/de gênero. Eu nem vou ficar brava e te xingar porque eu fico realmente entristecida quando vejo um entendimento tão parco acerca de toda uma militância. Serião.

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    2. Tarcísio,

      Seu comentário revela que vc nada sabe sobre o conceito de dignidade, que vc confunde dignidade com moralidade.

      A dignidade do seu humano existe como algo inerente ao ser humano, ou seja, quando uma pessoa humana nasce, ela é detentora de dignidade. Esse direito à dignidade é imprescritível, inalienável e irreninciável.

      O que vc situa dentro do conceito de 'dignidade' são coisas insertas no conceito de moralidade. A moral, ao contrário da ÉTica, é flexível, pq vem do vocábulo mores, que significa costumes. Assim, a moral corresponde ao conjunto de valores (feio/belo, bom/mau, certo/errado, justo/injusto) para os indivíduos que compõem aquela sociedade. Deste modo, a moralidade é sempre alterada conforme muda a sociedade.

      Toda essa questão que vc tocou, relativa à ~segundo vc~ excessiva exposição da figura feminina são conceitos morais tradicionalmente repetios, de que a mulher só é aceita ou respeitada se tiver o comportamento X ou Y e se estiver num contexto 'respeitável' (contexto familiar); quando a mulher, enquanto ser humano, sujeito de direitos, um fim em si mesmo (e não um meio para ma finalidade) merece respeito independentemente da exposição à que ela se submete ou é submetida.

      Há um tratado internacional de 1979 chamado 'Tratado Internacional para eliminação de todas as formas de preconceito contra a mulher' que vc pode ver no link abaixo:

      http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/instrumentos/discrimulher.htm

      Já naquela data já se reconheceu que a eliminação da desigualdade só ocorrerá quando forem modificados os padrões sócio-culturais de conduta de homens e mulheres, com vistas a alcançar a eliminação de preconceitos e práticas consuetudinárias e de qualquer outra índole que estejam baseados na idéia da inferioridade ou superioridade de qualquer dos sexos ou em funções estereotipadas de homens e mulheres.

      Apesar de se bem velhinho, até agora esses padrões não foram mudados. Save pq? Pq cada vez que aparecem avanços femininos na conquista da igualdade ideal, aparecem os backlashs que visam exclusivamente deter esse avanço. E fazem isso incutindo nas cabeças de homens e mulheres que os padrões estereotipados são os 'certos' e que todo comportamento que neles ñ se encaixem são 'errados'.

      Você caiu nessa esparrela (como todos já caímos em certos momentos de nossas vdas) e abda permanece nela. A boa notícia é que o engido tem fim quando se busca descobrir o que é o feminismo antes de julgá-lo.

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    3. [moderadoras: algum outro usuário teve dificuldades para comentar usabdo o safári? Só consegui usando o Opera]

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    4. Bem às vezes as pessoas, do alto de seus títulos honoríficos perdem a capacidade de dialogar e ficam revoltadas quando não há uma adesão em massa aos seus pontos de vistas, não sabendo por vezes acolher com pelo menos compreenção argumentos de pessoas sem tanto conhecimento científico assim. Algumas por vezes partem para o xingamento mesmo, quando contrariadas em sua tese. Mas há também um conheciemento aprendido em casa, na rua, no botequim, que se assimilado gera um conhecimento de mundo também, e isso nem os próprios cientistas negam. E portanto qualquer observador seja ele estudado ou não, pode perceber q qualquer sociedade só anda em harmonia se regida por regras, seja ela privada ou pública. Se as "regras do jogo" forem desrespeitadas, haverá consequências danosas não só à parte transigente, mas ao conjunto todo. Logo, não se pode tratar um mal a menos q lhe corte a raiz. E mexer com questões sociais como essa sem querer tocar em regras q dizem respeito também à moral, é tão racional quanto tentar cavar buraco na água. Mas talvez eu esteja enganado, já que eu pensei q o movimento feminista fosse algo que prezasse pelo bem comum, e não de grupos em particular. Caso seja isso, é mesmo preferível q eu tenha tão parco entendimento acerca de toda uma militância. Serião.

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    5. Não desmerecemos a sabedoria popular em momento algum. Eu, particularmente, nutro profundo respeito por curandeiras, raizeiros, benzedeiras, catireiros, cantores de cordel e afins. Só me envergonharia de falar em sabedoria de botequim. Porque eu não sei você, mas eu tenho amigxs homossexuais que estão no armário e se sentem verdadeiros ETs em conversas de bar. Eu mesma já me senti extremamente mal por conta justamente de piadinhas machistas e racistas.

      Ninguém aqui está falando que regras não existirão. Aliás, leia bem o comentário da Fátima, que teve a paciência de lhe explicar a noção de dignidade sob o viés jurídico.

      Inclusive, quero colar aqui um comentário de uma amiga do facebook, a Lídia Pseudônimo, que tem a finalidade de jogar um pouco de luz à questão da igualdade, tão confundida e mal-interpretada pelo senso comum. Mais que isso, eu sinto muito, mas não posso fazer.

      Momento Facebook-educativo. Episódio 2: Vc sabe o que é igualdade?

      " A igualdade jurídica consiste em assegurar às pessoas de situações iguais os mesmos direitos, prerrogativas e vantagens, com as obrigações correspondentes, o que significa "tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam, visando sempre o equilibrio entre todos."
      (Wikipedia)

      Portanto, para garantir esse equilíbrio entre os desiguais, é muitas vezes necessário que os menos favorecidos e mais vulneráveis recebam maior proteção do estado do que o grupo dos mais privilegiados. Essa maior proteção do grupo que está em desvantagem é que leva à eventual igualdade de condições para os dois grupos. No entanto, não podemos esquecer que na maioria das vezes o estado é agente causador e mantenedor da desvantagem de certo grupo, ao mesmo tempo em que concede proteção especial a esse grupo. Essa postura contraditória, em que os agentes da ordem (estado, escolas, igrejas, justiça, ...) provocam a desigualdade e depois conferem proteção ao desigual, permeia nossa sociedade e mantém a falsa noção de que vivemos em uma perfeita democracia social. A mão do cidadão que dá esmola ao mendigo e sente-se tão caridoso por fazê-lo é a mesma que permite a miséria do mendigo através do capitalismo. O estado que dá cotas p/ negros é o mesmo estado que renova a concessão pública de redes de TV que excluem de sua programação representantes negros ou os esteriotipam, contribuindo para o fracasso e miséria de jovens negros.

      Considerações feitas, podemos inferir então que a maioria das pessoas não sabe realmente o que significa igualdade. Isso se comprova através de alguns argumentos populares:

      1- "Se as mulheres querem igualdade, pq não posso bater nelas e pq elas não são obrigadas a servir no exército?"

      2- "Se os homossexuais tem um dia do orgulho gay, vamos ter um dia do orgulho hétero então."

      3- "Por que negros e índios tem direito a cotas p/ entrar na universidade e eu não?"

      4- "Por que os pobres recebem bolsa família e eu tenho que trabalhar para pagar as parcelas do meu carro importado?"

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    6. Tarcísio,

      Oi.

      Eu não tentei desqualificá-lo para o debate sob o argumento 'pouco conhecimento científico', sequer mencionei algo similar. E nem poderia, pq nem conheço você, como poderia falar qualquer coisa sobre seu conhecimento (ou pouco) científico?

      Apenas apontei que a crítica comum que se faz do feminismo e da busca da mulher da igualdade de direitos geralmente tem por base um conceito de que a mulher só pode fazer isso ou aquilo de uma certa forma; que se ela fizer de outra forma, que isso desqualifica a luta.

      Tentei mostrar que isso (esse tipo de desqualificação da luta feminista) implica num desconhecimento do que é o feminismo.

      E mais: quando disse que todos caímos nessa esparrelha, disse 'TODOS'e me incluo nesse 'todos'aí. Porque já pensei dessa forma, que já julguei mulheres pelo que elas vestiam ou pelo modo de se comportarem, querendo exigir delas (de mim, inclusive) a adesão a um 'modelo comportamental' machista, quando a verdade é que temos de mudar esses 'modelos comportamentais' de homens (homem não chora, homem tem de ser infalível, homem tem isso, homem tem aquilo) e de mulheres (mulher não pode ser vadia, promíscua, competitiva e etc) para que alcancemos a verdadeira igualdade, liberdade e fraternidade.

      Somente quando li uma postagem no site 'Blogueiras Feministas'que falava sobre 'piriguetes' é que iniciei uma reflexão desses meus conceitos equivocados.

      Quando falei que voce nada sabia o conceito de dignidade, tentei explicar como vc confundia duas coisas completamente diferentes (dignidade e moralidade) e isso não é defeito; defeito é falar sobre algo que não se detém conhecimento, alguém (como outras comentaristas aqui fizeram) mostrar que esse entendimento está errado e, no lugar de assimilar a informação recebida, reclamar porque foi corrigido.

      Não pense que meu comentário foi um ataque a você, pq nunca foi essa a intenção. Como entendo que o emissor de uma mensagem também é responsável pela compreensão da mensagem e tendo sido eu quem emiti o comentário (mensagem) que vc achou ofensivo, eu peço desculpas se não ter conseguido ser clara no meu objetivo. E, nesse pedido de desculpas ressalto que jamais foi minha intenção ofendê-lo.

      Ah, e eu não tenho títulos 'honoríficos'.

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    7. Oi Fátima. Os seus comentários foram extremamente proveitosos, importantes mesmo. Em defesa do Tarcísio, eu creio que houve um descompasso aí. E peço desculpas por isso. Explico: eu aprovei os dois comentários juntos, ou seja, o Tarcísio não estava se dirigindo a você porque ele não tinha visto o seu comentário! Eu creio que ele se dirigia a mim, mas enfim, a sua resposta foi ótima também e eu me sinto representada por suas palavras :)

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    8. Fátima, só esclarecendo, os comentários do blog são moderados. O seu primeiro comentário e o segundo comentário do Tarcísio foram liberados ao mesmo tempo. Por isso, ele não estava se refirindo à você, mas à Flávia. Ele nem tinha lido seu post. ;)

      Obrigada pela participação, adorei os comentários.

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    9. Flavia e Gizele, agradeço a informação e os comentários. Ao Tarcísio peço novamente desculpas, dessa vez pela minha conclusão apressada e equivocada :(

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  8. Eu sou homem, mas me divirto pacas quando os mal informados vêm querendo ensinar feministas a serem feministas, sem terras a serem sem terras etc. São aqueles sujeitos que por nunca terem se associado e lutado na vida se acham capazes de teorizar sobre tudo o que os outros fazem. Tudo o que eles nunca fizeram, eles fariam sempre melhor do que quem de fato faz alguma coisa. Isso dito, força! Botar a boca no trombone!

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  9. Olá, tudo bem? Estamos organizando a "Marcha contra a mídia machista", onde protestaremos sobre a campanha da Prudence, da Nova Schin, da indústria cervejeira em geral e as campanhas machistas como as de carros e produtos de limpeza.

    Há um texto explicando mais minuciosamente no corpo do evento. Nos ajudem a divulgar! Queremos que aconteça em várias cidades no dia 11 de agosto de 2012, às 16hrs(inicialmente).

    https://www.facebook.com/events/349891741752002/

    Divulguem e participem da organização da cidade onde residem! ^^

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  10. Gente, eu encontrei o blog há algum tempo e sabe-se lá porque deixei passar. Vocês não estão só de parabéns como recebem agora, se valer de alguma coisa, meus sinceros agradecimentos. Me senti abusada por essa propagada, não só como mulher já que a propagando é clara até quanto a mitificação do homem que bebe e só pensa em dar uns tapinhas numas bundas. Nesse homem que ganha um super poder só pensa em usa-lo para ter vantagem sobre alguém. Me senti abusada como ser humano. E deveria ser um grito unissex.
    O blog é incrível e eu sei que não é fácil manter algo com um conteúdo tão bom assim mas por favor não parem de escrever porque eu vou continuar voltando a procura de inspiração nas palavras de vocês.

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    1. Obrigada, Nara, volte sempre. É sempre bom perceber que nosso blog está sendo útil às pessoas :)

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  11. É inviável. Sim. Uma minoria, detentora de voz pode até conseguir alguma mudança, mas isso visto como algo fácil sem maiores preocupações social, cultural e religiosa, pode trazer ultraje para as mulheres de um modo geral, q talvez vcs feministas não serão tão auto-suficientes assim para resolver a situação.
    O movimento feminista em si, sinceramente, parece ser algo belo, mas q pode trazer más consequências às mulheres. Inclusive àquelas que necessitam de maior apoio. Não feministas.
    Mas muitíssimo obrigado a vcs pela paciência, pelo visto estão muito certas do q estão promovendo, e euzinho aqui seja o errado. Mas como vcs são pessoas inteligentes não vão me ridicularizar por isso né? afinal é uma opinião vinda de baixo. Veremos no que isso vai dar.

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    1. Desculpa me intrometer, mas do que vc está falando? Que as mulheres deveriam "se conscientizar" à não fazer propagandas deste tipo - que isso seria melhor do que criticar tais propagandas?

      Divisão do trabalho não é uma questão de conscientização, é uma questão de conseguir, pela venda da força de trabalho, um salário para sobreviver. O fato de haver determinadas forma de trabalho que são majoritariamente femininas não é fruto do feminismo, é fruto da divisão sexual do trabalho.

      Dizer que as mulheres precisam de conscientização para não fazer este tipo de trabalho é inverter totalmente a luta por igualdade de gênero - é fazer essa ''igualdade'' ser fruto da inibição de um gênero, não da libertação.

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    2. Meu caro, há muita diferença entre ter um salário para sobreviver, e ganhar dinheiro para ostentação de luxo. Mas vc acha q uma atriz q ganha horrores de dinheiro fazendo filmes e novelas, tem ainda necessidade quanto à sua sobrevivência, de posar para revistas masculinas e estrelar tais comerciais? Eu particularmente não recrimino qm o faz, já q o próprio sistema capitalista permite liberdade suficiente para q se acumule o máximo de riqueza que se possa. Mas a vulgarização da mulher tem sido o preço a ser pago em decorrência disso. Não que eu concorde, eu particularmente sou contra, mas as detentoras do poder estão se lixando com o estigma com q infestam as demais a partir do uso que fazem de seus corpos. Atingindo até mesmo trabalhadoras honestas que realmente trabalham para a própria sobrivência, são também taxadas de apenas mais uma "zinha". É justo isso?! Não, não é. Mas vai explicar isso para milhões de brasileiros fanáticos por nádegas e seios, inclusive mulheres. Enquanto essas da mídia aí, não saberem do mal que estão causando às suas compatriotas, apesar q muitas delas nem se importam, pois não têm nada de feministas.
      Só quero reiterar q a mulher em sua atual condição de desvalorização própria só irá ser respeitada quando marcas terem realmente boicotados seus produtos se comercializados mediante exibição indevida da mulher, em outra palavras quando esse dia chegar Playboys e afins não estarão vendendo mais nenhum exemplar. Acredito que esse dia está logo aí, não?!

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    3. Tarcisio,

      Quem te disse que atores e atrizes ganham rios de dinheiro? Quem te disse que moças como as que participaram da propaganda ganham cachês altos?

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    4. Então o q justifica tal trabalho? pois se é para ganhar pouco o suficiente para a sobrevivência, está assim de cursos, mesmos os técnicos, para preparar profissionais para o mercado de trabalho nas mais diversas áreas. Mas a independência se buscada por essa rota não viria sem muito suor e dedicação. Desse modo algumas preferem o caminho fácil, ainda que isso lhe custe a própria dignidade e das demais do gênero.

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    5. Tarcísio,

      Veja:

      "Se a mulher se resguardar mais sexualmente, não fazendo sexo no primeiro encontro, os homens passarã a varlorizar mais as mulheres".

      Só que se a mulher fizer isso, usar o sexo dessa forma:

      a) Ela será acusada de querer controlar os homens por meio do sexo;
      b) Ela será chamada de 'vadia' (dá para todo mundo, menos para mim);
      c) MUitos homens ainda continuarão separando as mulheres em 'mulheres para casar'e 'vadias para comer',

      E com esse jogo de informações contraditórias de como a mulher deve se comportar para ser respeitada, homens continuarão a controlar os comportamentos das mulheres, porque não importa como a mulher se comporte, sempre encontrarão um meio de qualificá-la de vadia, de desmerecê-la.

      "Se a mulher é bem sucedida profissionalmente (lutando como você diz...estudando e etc)"

      a) Se ela acabar casando com um homem que ganha menos que o homem, quer controlar e humilhar o companheiro,
      b) Mas se ela escolher um cara que ganha mais que ela e se negar a se relacionar com um que ganhe menos; é pq é uma vadia arrogante vendida e interesseira, que não quer 'amor de verdade', 'só pensa em dinheiro',
      c) Surgirão backlashs (como sempre surgem) dizendo que mulheres bem sucedidas são infelizes, paranóicas, recalcadas, que elas se ressentem por não poder ter tempo para os filhos e marido, e que o sonho de toda mulher 'de verdade' é ficar em casa;

      "Se a mulher resolver seguir o backlash e ficar em casa"

      a) É uma parasita que vive em à custa do marido;
      b) Sufoca o marido pq concentra toda a razão de existir nele, tornando a vida dele insuportável, coitado;
      c) É uma pessoa vazia, pq não tem outros interesses além da vida doméstica,

      "Se a mulher resolver escolher uma profissão, que seja uma 'digna'",

      Como já disse, dignidade nada tem com a 'moral', como você tenta colocar. Mas seu discurso continua o mesmo, então vamos a ele.

      Necessidade de definir profissão 'digna'. Profissão digna é toda aquela em que a pessoa exerce atividade lícita e dos frutos dela tira o seu sustento.

      Todavia, há uma grande insistência do patriarcado de reduzir cada vez mais o que seria 'profissão digna' ou 'indigna' usando conceitos machistas.

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    6. continuação da resposta ao Tarcício:

      A hipótese que você citou, de as mulheres deixarem de fazer comerciais/novelas machistas como solução para o machismo é risível. Ainda que todas as mulheres se recusassem a fazer peças desse tipo, eles colocariam homens fazendo papéis de mulheres para representá-las em tais situações.

      Isso é uma forma de: a) continuar controlando a mulher, dizendo que ELA é quem tem de mudar e não a sociedade inteira, b) colocar a culpa de um problema social nas costas SÓ das mulheres.

      É o mesmo que falar que se a mulher usar roupas recatadas, haverá diminuição no número de estupros. Ocorre que mulheres de burca são estupradas, mas a falácia continua.

      Durante décadas Hollywood fez filmes em que quase não haviam mulheres. Sabe pq? Leia 'A Mística Feminina' e "Backlash - o contra-ataque da guerra não declarada contra as mulheres'. Sim, estou recomendando livros.

      Pq a responsabilidade pela própria instrução não é de terceiros, ninguém aqui tem de ficar gastando seu tempo instruindo você. E do mesmo modo que você culpa as mulheres do comercial (por supostamente não se instruírem para conseguir 'profissão 'digna', eu culpo VOCÊ, por revelar tal desconhecimento do que seria o feminismo e AINDA ASSIM querer vir aqui deitar regras para as feministas).

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    7. Acho que depois da resposta da Fátima não há mais o que ser argumentado, tamanha clareza dos argumentos. E se você puder ler os livros por ela indicados, será de muita ajuda. Botar a culpa de todos os problemas do mundo na ambição feminina faz tanto sentido quanto culpabilizar a vítima de um estupro. Reflita sobre as palavras da Fátima, tenho certeza que você só terá a ganhar com isso!

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    8. Olá meninas, já q mais uma vez vcs responderam aos comentários desse insigne leitor desinformado, q não lê bons livros, me vi na obrigação de fazer o mesmo com os seus. Pois bem pela minha pouca desenvoltura intelectual, pode notar que leitura ñ é muito o meu forte, pelo menos livros , mas vlw msm pelas dicas. Mas gosto de ler outras coisas, como por exemplo a sociedade e as culturas e os fatos.
      Longe de querer aqui tratá-las com desdém, ainda que eu não concorde com suas idéias, o surgimento desse movimento me chamou a atenção por eu pensar que fosse algo bom. Mas pode até ser, mas mediante os argumentos de q vcs se utilizam, e vc nesse último Fátima, além de não me motivar a ler as suas indicações, mas crer que vcs só querem levar uma idéia adiante a qualquer custo. Se discordam de vcs é pura “ignorância” das partes discordantes. Quando na verdade, os homens, as pessoas não são todas iguais assim como vcs pintam, e nem tampouco existe uma sociedade toda machista, como se o Brasil em peso assim o fosse. O que existe é diversidades étnica, cultural e religiosa, que também possuem cada qual uma ideologia talvez não tão ampla e sistematizada, que talvez nem tenha tanta voz assim, mas que existem, e que precisam ser respeitados dentro de suas práticas. Essas pessoas tecnicamente falando são dogmáticas e ainda que bibliotecas inteiras fossem escritas tentando provar-lhes o contrário às suas crenças, “mito” e “pré-conceitos, não surtiria efeito algum, mas é isso que são. E essa diversidade faz com o todo se mantenha em equilíbrio. Tachá-los de machistas assim generalizadamente, é tão deselegante também que merece no mínimo um selinho do qual vcs falam. Que mal há se a mulher voluntariamente quer ter apenas um parceiro por toda a vida, ser do lar ainda que tenha em casa uma empregada doméstica, ter filhos e educá-los como melhor lhe convém, em reforço à cultura, à religião e aos laços familiares aos quais esteja arraigada a própria identidade?
      Minhas caras, não estar com vcs não faz as pessoas necessariamente contra vcs. Mas até onde eu vejo se esse feminismo floresce, dentro do meu parco entendimento e da imagem que tenho dele agora, não mais existirão os grandes homens e também grandes mulheres, que fizeram história, através de terem pais e principalmente mães que os amaram tanto ao ponto se sacrificarem, de se apagarem para que eles e elas acendessem e ascendessem na vida.
      Volto a falar que a dignidade aos olhos d vcs feministas ainda é indignidade aos olhos da sociedade, falando de um modo geral. E os problemas daí decorrentes, apoiados inclusive pela colaboração de tbm mulheres, infelizmente, é um preço a ser pago por essa brusca “libertação” das amarras sociais.

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    9. É amigo, esse seu post realmente demonstra o quanto você ainda precisa ler a respeito. Acho que se você soubese um pouquinho da minha história pessoal você jamais diria o que tem dito agora. Enfim, não o culpo. Mas só a título de curiosidade: eu sou dona-de-casa, tá? Meu marido me sustenta. Pra você ver o quanto esse não é o ponto. Beijos.

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    10. Oh, I´m sorry... Eu não quis ofender, afinal não falei contra nenhuma de vcs em específico, estou certo inclusive que são ótimas pessoas, pois caso contrário apelariam e partiriam para o xingamento, como algumas blogueiras e (blogueiros tbm né? Não vamos ser machistas) fazem quando contrariados quanto ao que defendem. Mas é o movimento em si e as causas que o feminismo abraça, que não me inspirou simpatia nenhuma depois de ler um pouco sobre, também em outros blogs, q também compartilha de tais sentimentos.
      Eu por aqui fico grato pela paciência, pelas aulas, suas e das amigas. Mas sinto informar que não me convenceram. Nem mesmo a ler mais sobre o assunto. Abraço.
      E parabéns pelo “dona-de-casa” eu acho super lindo.

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    11. Quando vc argumenta com coerência, lógica, paciência, explicando tudo certinho e a pessoa continua a não querer entender (ignorando certos aspectos e argumentos apresentados, distorcendo outros, sabendo que vc disse algo naquele sentido e levando propositalmente ao pé da letra, ou outras coisas do tipo) dai eu pessoalmente (falando em nome de mim msm e n das feministas) já entendo o seguinte: ESSE FILHO DA PUTA N TA AFIM DE ENTENDER E DEBATER PORRA NENHUMA ... ELE TA QUERENDO IMPOR SEU MODE DE SENTIR E PENSAR.... DAI SÓ TEM UMA COISA PRA VC .... VAI TOMA NO SEU CÚ SE TROXA.... SOU HOMEM E APOIO INTEGRALMENTE O FEMINISMO.

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  12. Ativismo de sofá é uma ironia? Desculpe a pergunta, mas o discurso é muito bem articulado "profissional".
    Eu já tinha me incomodado com a propaganda, mas por preguiça (e por não escrever tão bem) fiquei quieto até agora.
    Belo trabalho.
    (Jackson Filgueiras)

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    1. Oi Jackson, veja a primeira barra lateral, lá nos explicamos o intuito do título :)

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  13. Raphaella Gonçalves5 de agosto de 2012 03:04

    Pior que tem marmanjo que ainda defende uma porcaria dessas!

    Off topic: Amei a nova "logo" do blog, adoro gatinhos!*-* <3

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    1. Obrigada, Raphaella, a gente também adora ^^

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  14. "FEMINAZISTAS
    VAGABUNDAS."

    Uau, hein?! Que comentário mais chique, phyno!
    A pessoa, de capacidade intelectual inigualável, deve ter levado horas pra elaborar tão denso e sofisticado como esse... o_O

    Bom, até então, tenho acompanhado o debate acerca da Prudence e Nova Schin bem à distância. Mas mesmo um pouco alheia à situação, passo aqui para parabenizar todxs xs responsáveis que se mobilizaram contra a publicidade machista/misógina.
    Espero que o pessoal não desanime com a canalhice e inércia do CONAR e com o restante do povo que é conivente com a naturalização da violência simbólica e física contra as mulheres, e que xs ativistas continuem a fazer muito barulho nas redes sociais ou onde quer seja. Não dá mais pra deixar o poder do coletivo se dissipar, já que sentimos um pouco do gosto dele, né?

    Ah! Adorei o layout felino do blog de vcs. XD

    Abraços.

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    1. Confesso que ontem fiquei decepcionada com o twittaço mas é assim mesmo, temos que fazer o nosso possível, né? E obrigada pela visita e elogio ao layout ^^

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    2. E twittaço serve exatamente para quê?

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    3. Fazer pressão para a empresa se desculpar e retirar a propaganda do ar. E de preferência que isso seja acompanhado com uma nota que explique o porquê daquela propaganda ter sido considerada ofensiva.

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  15. Achei que era só eu que morria de nojo dessa propaganda. Naõ bebo cerveja. Mas além do fato que as propagandas de cerveja na sua grande maioria são um lixo esse se superou. Dá vontade de vomitar!!!!

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