terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Machismo por trás da música "Esse cara sou eu"


Morena e Théo, o casal principal de Salve Jorge
Sabe aquela música do Roberto Carlos que é a faixa principal da trilha sonora da novela "Salve Jorge", tema do casal Morena e Théo? "Esse cara sou eu"? Prestei um pouco mais de atenção na letra e preciso tecer alguns comentários sobre o assunto. Provavelmente alguém virá dizer "é só uma música" ou "é só uma novela". Mas a soma de todas as músicas e de todas as novelas são representativas. Uma grande parte da nossa cultura musical e televisiva são reflexo de determinados preconceitos e acho que sempre vale o questionamento sobre o que estamos de fato consumindo.

Eu assisto novelas. Confesso que no momento não tive a paciência de acompanhar a novela da Glória Perez, mas conheço novelas e sei que elas são mantenedoras de certos preconceitos, valores, status quo. De vez em quando, uma novela ousa botar uma discussão na mesa de jantar das famílias e é muito produtivo. Então tento não vilanizar as novelas, por saber que elas também promovem, vez ou outra, alguns debates. Se não fosse assim não haveria tanta polêmica em torno de colocar em alguma novela um beijo homossexual.

O amor romântico
exaltado desde a infância
As novelas, em geral, ainda são o campo de propagação de alguns preconceitos arraigados. E é o meio mais efetivo na cultura brasileira de manutenção do "amor romântico" como ideal de felicidade e por isso pode-se dizer que a música do Roberto está bem colocada dentro da programação. Assim como os contos de fada da Disney que ensinamos as crianças a gostar, assim como as revistas adolescentes, assim como as comédias românticas, as novelas continuam nos oprimindo em idade adulta. Continuamos acreditando que é somente através de uma relação heterossexual, monogâmica e tradicional, que seremos felizes. O eterno mito das mulheres incompletas. Alguém tem visto nas novelas uma "mocinha" sem "mocinho"? sem par romântico? Eu até vejo novelas em que o romance fica um pouco de lado, mas não o suficiente para afirmar que a personagem central é alguém que não precisa de outra pessoa para ser completa.

Na música do Roberto Carlos, a princípio, a gente pensa que o tal "cara" é alguém atencioso, alguém preocupado e gentil. Só que nessa atenção escondem-se alguns aspectos interessantes do que a sociedade espera de uma mulher, de um homem e do relacionamento entre os dois. E de como somo condicionados a idealizar esse sujeito que supostamente é "O CARA". Quando o Roberto Carlos diz:

"O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você"

Falarei um pouco por mim, namoro à distância com alguém e essa idéia de "não sabe ficar sem você" é perfeitamente superável. O amor romântico carrega consigo o conceito de posse. É impossível "ficar sem", "ficar longe", não observar o que a pessoa faz, onde ela está, com quem ela está. Pode parecer exagero meu, mas é verdade. Há quem afirme até que não existe amor sem ciúmes. Pois deixe eu falar logo, existe sim. Nós é que somos treinados desde pequenos para sermos incapazes de amar sem possuir. 


Se existe algo extremamente danoso é a idéia de posse. É exatamente essa coisificação da mulher que nos sujeita à violência, desde as simbólicas às violências físicas mais brutais. Daí surge o "crime passional" (expressão que normalmente é usada como eufemismo para feminicídio), da associação de paixão e posse. Que talvez comece nessa frase "Eu, que  não sei ficar sem você" e pode terminar em "Se você não é minha, não será de mais ninguém". Precisamos ter muito cuidado com os caras que não sabem ficar sem a mulher.


"O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Está do seu lado pro que der e vier
O herói esperado por toda mulher

Por você ele encara o perigo
Seu melhor amigo
Esse cara sou eu"

A canção está reafirmando que a mulher espera do homem que ele a proteja, que haja de acordo com esses papéis pré-estabelecidos de gênero em que a mulher é frágil e que sua segurança está nas mãos de um homem. E nem preciso comentar o quão heteronormativo é a afirmação que toda mulher espera por um herói. O cara, afinal, é mais uma versão do príncipe no cavalo branco.

"O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu"

Aqui, por fim, ele traz a idéia do cavalheirismo. Bom, amigos, vamos deixar uma coisa clara, uma coisa é a gentileza. A pessoa que abre a porta do carro para mim, deveria abrir para todas as pessoas. Isso é gentileza. Se um amigo meu está com frio e eu ofereço o meu casaco, não estou sendo "cavalheira", estou sendo gentil. Gentileza é um tipo de empatia. A gente faz algo por outra pessoa porque essa atitude é típica de um modo de ser. Cavalheirismo é outra coisa, esse é o nome que se dá à idéia de que mulheres devem ser presas em uma redoma. É uma forma de nos chamar de incapazes. Incapaz de abrir a porta do carro, incapaz de pagar as próprias contas, incapaz de tomar as rédeas da sua vida sem um homem por perto. Cavalheirismo é, como o próprio nome fala, uma atitude que parte de um homem para uma mulher, não é um gentileza altruísta, mas uma gentileza com segundas intenções. As gentilezas de gênero são assim, mal intencionadas. Pode até ser que o cara não queira fazer sexo com você porque abriu a porta do carro, mas com certeza ele acredita que aquilo faz dele um homem mais respeitável. O problema é que também torna a mulher mais passiva, mais dependente (note que estou usando como exemplo a porta do carro, mas na verdade estou tratando do somatório de cavalheirismos que são comuns na nossa sociedade). Cavalheirismo é uma forma de dominação, sim.

É extremamente prejudicial para TODOS, homens e mulheres, que estejamos idealizando o tipo perfeito de ser humano com quem deveríamos nos relacionar, primeiro porque são expectativas vazias, já que as pessoas não vêm com manual de instrução com todas as especificações de fábrica perfeitamente anotadas para que possamos saber se aquela pessoa é mesmo a ~~ideal~~. E segundo, porque esse cara da música, que parece tão legal, soa como exemplo de "entitlement". O termo designa a sensação de merecimento que acomete alguns homens. Sabe quando um homem assedia alguém na rua? Ele faz isso porque sente que pode, sente que merece. E assim é nesse relacionamento, ele acredita que se a protege, se paga suas contas, se abre a porta do carro, se pensa nela... Ele tem poder o sobre ela para que ele seja amado em retribuição. Só que não se trata de uma operação matemática em que esses cavalheirismos e sentimentos dele são somados e o resultado é o amor correspondido.

É exatamente a falta de compreensão que não existe fórmula do amor que frusta tanto quem tenta se enquadrar nesses perfis ideais e acaba com a cara na poeira. Sabe o que isso acaba gerando? aquele mimimi mascu de "friendzone". Homens que não entenderam ainda, tomem nota: não é porque vocês tratam alguém bem que essa pessoa é obrigada a amar, ok? Vocês podem achar que estão sendo legais, mas as outras pessoas podem não pensar assim. Fiquem cientes disso e parem de acusar as mulheres de colocarem vocês na "friendzone", afinal amigos também fazem gentilezas e a mulher tem o direito de acreditar que você é só um amigo. Tratar as pessoas bem deveria ser algo natural e desprovido de interesses, se você é gentil esperando amor ou favores sexuais, você não é um cara legal. 

Por fim, ressalto que todas as características desse "cara" da canção, são frequentemente exaltadas, como se fossem aquelas que tornam esse homem, o ser humano ideal para fazer uma mulher feliz e isso é extremamente castrador e normativo, pois a felicidade de uma mulher pode nem sequer residir em outra pessoa. A felicidade pode estar em si mesmo ou em qualquer lugar.

45 comentários:

  1. Por favor! Essa música é ridícula! Foi sensacional ouvir voce falando sobre isso.

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  2. Clap, clap, clap! Excelente texto! Espero que os homens percebam "que pra ser o tal não é preciso ser".

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  3. Clap, clap, clap! pARABÉNS A TODXS XS ENVOLVIDXS ^^

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  4. Foi lindo ler este texto. Lindo mesmo! :)

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  5. Muito bem! Esse cara da música precisa de tratamento urgente.

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  6. MUITO BOM MESMO!!! e nao aguento mais ouvir esta musica!!!!!!1

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  7. Oi Gizelli,

    Sabe li em outro lugar sobre cavalheirismo e esse cavalheirismo insidioso que somos acometidxs diariamente e, gostei do seu texto, mas só queria discordar de uma coisa: o cavalheirismo não é machista. cavalheiro é palavra que designa homem gentil. Gentil de uma maneira geral. Se vc é gentil não é cavalehrida, mas é dama, é ainda sim pessoa gentil. Acho q o patriarcado (com uma boa dose de colaboração dos mascus de plantão - Testosterona, Oi?-) conseguiram deturpar o conceito dessa palavra de tal forma q ser cavalheiro tem agora essa conotação.

    Achei legal o sarcasmo com que a Feminista Cansada trata o assunto (na época foi sobre o testosterona dizer q o feminismo quer acabar com o cavalheirismo), ao dizer que se o cara não quiser ser mais cavalheiro/ gentil e quiser começar a bater a porta na cara do velhinho que vem atrás dele, pode ficar à vontade, mas ela só acha que não se deve culpar o feminismo por isso e que ela continuará sendo uma pessoa gentil.

    Concordo com o raciocínio dela e acho q se você coloca o cavalheirismo como algo realmente ruim, assim de uma maneira geral, reforça a 'idéia' do pessoal do Testosterona. Eu colocaria q não só o cavalheirismo, mas todo comportamento insidioso feito com espera de 'recompensa' é ruim.

    E sobra a música... ah ela é realmente ruim. Mas eu tenho asco do RC, então minha opinião fica tendenciosa. Acho ele um cuzão amigo de militar da época dos anos de chumbo. Não consigo apreciar nada do q ele faz por causa disso.

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    1. O cavalheirismo é ruim porque é uma manifestação do sexismo benevolente. Abrir a porta, carregar peso, ceder roupa, lugar e afins é o tipo de coisa que muitas vezes é mais que uma gentileza, porque na sociedade machista acaba por reproduzir que mulheres são inferiores, delicadas e precisam de proteção 24 hs.

      Mas isso não afasta o fato de que a gentileza é para ambos os gêneros. Todas as pessoas devem ser gentis, solidárias, ajudar o outro. O negócio é que um cara abrir a porta pra mulher e não aceitar que abram a porta pra ele é algo que mostra que ele considera abrir a porta algo meio que para "incapazes", né? E acho que é ai que reside a diferença entre o cavalheirismo e a gentileza.

      E lembrei aqui de algumas situações: tem caras que não aceitam quando você não quer aceitar algum cavalheirismo e ficam putos, como se você por ser mulher jamais conseguisse carregar uma sacolinha sequer, sabe? Ai você fala "podexa, obrigada" e a pessoa fica possessa mesmo assim, simplesmente porque ela não fará seu "papel de homem".

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    2. Sim. Foi o q eu disse, praticamente. Só acho q no texto ficou claro q pra Gizelli, não tem como cavalheirismo ser uma coisa boa e não machista. E isso também é ruim.

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    3. Então acho que me expressei mal, porque o cavalheirismo é uma idéia negativa e pronto, é machismo benevolente porque ser cavalheiro é o homem agir dessa forma com mulheres. Não há espaço no cavalheirismo pras mulheres carregarem a mala de alguém. A questão é que se não for cavalheirismo e sim gentilezas feitas por ambos os gêneros é uma coisa legal. Se uma mulher alta, ajuda um homem baixo a pegar suas coisas num ônibus. É uma gentileza. Se um cara me ajuda a puxar o fiozinho do ônibus pra eu descer porque eu não alcanço, é gentileza e não cavalheirismo. Não há coisas boas no cavalheirismo, ainda mais nessa música. "Esse cara" não é bonzinho e gentil, ele é machista e controlador.

      O cavalheiro é sim um machista, mas a pessoa gentil não o é.

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  8. Achei interessante esse texto, e gostaria que essa mesma disposição em discutir esse tipo de assunto (diga-se de passagem, tem relevância singular), poderia ser entendida para outras searas de igual ou superior importância. Não sei a quem devo parabenizar, pois o texto foi postado pela Gizele, contudo, aparecem 06 mulheres como autoras (entre elas a Gizele). Parabéns a todas. Tendo em vista a profundidade com que o tema foi discutido, gostaria que as senhoras (autoras) enveredassem por outros assuntos. Estamos precisando urgentemente de pessoas que pensem, e mais do que isso, que tenham coragem de exteriorizar ao mundo sua opinião.

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  9. Oi, Gizelli!
    É a primeira vez q visito esse blog e achei ele interessantíssimo!!!
    Vc já viu a tradução feminista desse cara de Roberto Carlos?
    Encontrei no FACE, não sei quem foi o autor, mas dá uma olhada:
    “O cara que pensa em você toda hora (Psicopata)
    Que conta os segundos se você demora (Impaciente)
    Que está todo o tempo querendo te ver (Grudento)
    Porque já não sabe ficar sem você (Dependente e Chorão)
    E no meio da noite te chama (Maluco sem noção)
    Pra dizer que te ama, esse cara sou eu (Inseguro)
    O cara que pega você pelo braço (Um cara agressivo!)
    Esbarra em quem for que interrompa seus passos (Causador de confusão)
    Está do seu lado pro que der e vier (Mentiroso)
    O herói esperado por toda mulher (Esse cara não existe).”
    — Roberto Carlos.!
    Um Abraço, Manú

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  10. Eu concordo alguns aspectos,mas nem todos.
    Exemplo,se um homem é cavalheiro com você, você vai achar ruim ele abrir a porta do carro, puxar a cadeira para você se sentar e comprar flores para você?
    Essa música é linda e você está sendo preconceituosa com os homens.

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  11. Anon das 16:16, o cavalheirismo não é nada mais do que um "machismo bondoso", pois presume que a mulher é fraca ou incapaz de abrir uma porta ou puxar uma cadeira.
    Deve-se gentil com as pessoas independente do gênero.

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  12. Olá!
    Parabéns pelo texto, eu concordo que a música do Roberto Carlos é cheia de clichês que não contribuem em nada para a vida das pessoas...mas, em relação à questão de abrir a porta do carro, vejo muitos homens desesperados para agradar que fazem isso, e talvez essa atitude em si não possa, isoladamente, ser dotada de tanto significado assim. É um exemplo, mas existem outras características masculinas, como a falta de participação em atividades domésticas, que parecem ainda mais machistas - pois se baseiam na noção de desigualdade de direitos. Também acho que "cavalheirismo" é o fim, mas em alguns quesitos, como carregar peso, não acho que seja uma ofensa à capacidade de uma mulher. Uma pessoa baixa que não alcança uma estante pode ficar grata que um alto pegue o objeto para ela, não pode? Assim ela poupa tempo indo buscar uma escada...enfim...estou muito equivocada???

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    1. Nesse caso, eu não acredito que a gentileza tenha a ver com o gênero e com a idéia de incapacidade de todo ele e sim com o fato de que a pessoa é menor e o outro quer ser gentil.

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  13. Em vez de reclamar da maneira como os homens tratam as mulheres no trânsito, em como eles participam pouco das atividades domésticas, ficam essas reclamações sobre alguns gestos de gentileza...será que esse tipo de reclamação produzirá algum efeito positivo?

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    1. Não há nada de gentil em tratar uma mulher como frágil e inferior. Não se iluda achando que quem abre a porta do carro pra você é uma pessoa que te tratará com respeito necessariamente. E mostrar o que se esconde atrás do cavalheirismo que vemos é algo positivo demais, afinal, se ele reproduz dinâmicas machistas, por que não questioná-lo? Ele atrapalha a emancipação feminina, só que não é agressivo como a violência doméstica e etc.

      Lembre-se que o cavalheirismo é diferente de gentileza. A gentileza em si é sempre bem vinda e ela não depende do gênero.

      E acredito que o feminismo reclame muito do tratamento dado às mulheres no trânsito, no ambiente doméstico e outros.

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  14. Essa música é linda... e se o homem não tiver um ciuminho, na boa, pra mim não serve, não me sinto valorizada se a pessoa não tem medo de me perder!

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  15. Amei o texto e achei a mesma coisa quando a ouvi pela primeira vez! Sabe sempre pensei isso sobre essas tais "gentilezas" e sobre essa idéia de homem perfeito, mesmo antes de saber mais sobre o feminismo, e abrir minhas idéias sobre nossos cliches institucionalizados de todo dias.

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  16. apesar de ler e reler o texto, concordar e discordar em alguns momentos, consigo enxergar claramente, em minha relação, que as vezes o "príncipe", torna-se o cavalo branco e, que a princesa, tbm pode ser o cavalo branco (risos)... Adoro a música, porque vem acompanhada de minha paixão pelo Rei. Mas, defendo que existam homens cavalheiros; porque, sou um exemplo de mulher que gosta de ser mimada, mas que não gosta de ser rebaixada. Ou seja, a concepção de que o cavalheirismo (abrir portas, carregar peso, ceder roupas, lugar e afins) acaba por reproduzir mulheres inferiores, está na cabeça de mulheres que se deixam ser inferiores por seus pseudo-cavalheiros. Sei do meu lugar na sociedade, assim como, sei do meu lugar no relacionamento. É de protetora e protegida, é de amar e ser amada, é dar e receber. Sempre dividimos o "cavalheirismo", um pouco pra cada um... e, consegui fazer com que meu esposo, controlasse o machismo (por ser mais velho, confundia ciúmes com machismo), que não tem nada a ver com cavalheirismo.

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  17. EI, Gizelli, achei interessante a análise e você ter exposto aqui, parabéns! Acho que é uma boa discussão e acho também que tem muito a ver com uma construção grande e enorme de subjetividade imposta à gente. Mas desconfio ouvindo essas e muitas outras músicas românticas que tantas mulheres adoram, que elas falam a partir do ponto de vista feminino e não do masculino tentando se aproveitar da situação da mulher. Desconfio que essas letras e de várias outras músicas falam aquilo que várias mulheres hétero (mas por que não talvez também as outras?) inebriadas desse desejo de preenchimento (que o amor romântico supostamente traria), esperam de seu parceiro(a). Os homens em geral - terrível ter que generalizar tanto, também acho - mas os homens em geral não são absolutamente nada perto de todas essas letras românticas - a não ser antes da trepada talvez - e por isso fazem tanto sucesso as músicas, porque são esse consolo, um substituto e essa esperança num futuro amor romântico que virá a ser assim: atencioso, presente, submisso, sufocante, heroico até - como acabam virando as próprias mulheres após aquela alegria inicial dos relacionamentos, querendo sustentar o insustentável. Não tô defendendo esse posicionamento, não, pelo contrário. Acho que nossa luta vai no sentido de construirmos, como vc mesma diz aí em várias partes do texto, relacionamentos e amores que não precisem ir nesse sentido, que nos deixem plenas de liberdade. Mas temos que trabalhar nosso desejo pra essas músicas pararem de fazer sucesso. Nosso desejo de preenchimento não realizado é um super nicho de mercado. Falo nosso, mas vocês sabem, penso feminino. E sei que não se aplica a todas, não. Acho que os cavalheirismos do homem também vão nesse sentido: querer agradar justamente onde agrada. E com o que mais poderemos nos agradar se todas fomos criadas com essa subjetividade toda aí? Vamos ter que inventar. Parabéns pela reflexão novamente!

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  18. Muito bom o ponto de vista adorei! A música realmente é ridícula demais... mas a novela de um certo modo(ainda que minusculo e embutido), critica um pouco as atitudes do theo, a personagem da nanda costa, a todo tempo se recusa a depender dele, pra qualquer coisa... diz nunca depender de homem nenhum, o que é muito bom né? Ela quis comprar o vestido de noiva sozinha, nao quis pedir ajuda do parceiro de maneira alguma com os problemas da casa e outras cositas mais... porém, aí é que ta, ainda sim, com aquela pontinha de machismo né, ela escondeu dele que tava trabalhando como faxineira pra tirar uns trocos a mais, pra poder comprar o vestido (na novela ela escondeu pq ele não aceitaria... e ele nao aceitaria por quê?... sei lá né, talvez pq o personagem do rodrigo lombardi, é um puta de um machista??!! É, parece que ele não é só um "cavalariano" como os capitães e o coronel da novela ressaltam com tanto gosto. Essa cultura machista desses dias de sempre!

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  19. Acho engraçado ler esse texto e comentários, devido a situações que via pelo facebook, comentários decepcionadíssimo das mulheres por esse cara da música "não existir mais". O engraçado de princípio ao fazer essa comparação de reações, se torna algo muito lamentável depois, porque a maioria das mulheres gostam desses tipos de homem e anseiam por encontrar alguém assim. Desde o princípio não gostei dessa música, achava ela com cara de homem grudento e dependente. Concordo com todo o texto, só acho que cada pessoa possui suas escolhas, até de viver um amor assim, por mais que não seja saudável.

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  20. Olá Gizelli, adorei o post, parabéns pela abordagem. Fico me sentindo uma tonta toda vez que ouço essa música, com esse ideal babaca de herói, o que eu simplesmente desprezo. A novela trata de um tema interessantíssimo de uma maneira que eu considero superficial, e isso se reflete na escolha da trilha sonora.
    Adoro o blog! Beijos

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  21. Adoro o movimento feminista, mas acho que dessa vez, vcs exageraram. Se meu namorado abrir a porta do carro pra mim, vou achar que ele está sendo cuidadoso e gentil. Não vou pensar que sou inferior por isso. Outras atitudes é que mostram isso. Se eu saio de carro com a minha mãe, faço questão de abrir a porta do carro pra ela, isso faz da minha mãe inferior??
    Outra coisa, crucificar filmes românticos também é preconceito. Nem todo mundo é feliz com uma relação
    heterossexual, monogâmica e tradicional. Mas muitos são felizes assim. Por que não incluir as duas realidades em novelas? A Novela Avenida Brasil mostrou muito isso. Crucificar e querer excluir da mídia " relações tradicionais" também é uma maneira de preconceito.
    Concordo com muitas coisas que vcs dizem, também odeio essa música, acho esse cara da música um chato. Mas acho que vcs pegaram um pouco pesado e exageraram. Gosto de cavalheirismo e nem por isso sou inferior ao meu namorado.

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    1. O texto só é contra as relações que se pautam em possessividade, que um sexo é frágil e o outro não e afins. Ele não é contra a felicidade dos casais, ele só contesta o que é visto como relacionamento tradicional pela sociedade. E o "tradicional" vai muito além da heterossexualidade e em ficar só com uma pessoa.

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  22. Uma amiga me mostrou essa página quando comentamos sobre a música do Roberto Carlos, que, convenhamos, um ícone da MPB e da Jovem Guarda e mesmo quem não goste dele, deve respeitá-lo.
    Sinceramente, e, com todo respeito a autora, achei lamentável e excessivamente feminista e chocante este texto. Se não gosta do Roberto tudo bem, tem muitos que não gostam, a música pode ser melosa, se não curte a música tudo bem. Mas é preciso ler e interpretar a letra, que é linda e trata do romantismo sim, tem pessoas que não gostam de romantismo, paciência, ele fez para quem gosta. Dá a impressão que a autora nunca viveu um romance parecido com o da música ou que não é sensível o bastante para compreende-la. O texto expressa entre outras coisas, uma idéia de convencer a mulher a aceitar que o cavalheirismo não existe mais, algo que ficou pra trás e que faz parte da história no tempo contemporâneo, o homem não tem mais sentimento, não se apaixona e não ama, etc. Ou que simplesmente o cavalheirismo não é legal. Cavalheirismo, na minha opinião de homem, é, acima de tudo, o respeito ao sexo feminino, além de ser uma gentileza, o homem cavalheiro com mulheres que ele não conhece é respeitador, porque ele sabe o real valor da mulher na sociedade, sabe do seu potencial de mulher em todo o mundo. Ele dá lugar a ela no elevador, no ônibus, no supermercado, ou onde quer que esteja, eu sou assim, (poderíamos colocar um fundo musical do amigo do Roberto, o Erasmo neste momento, “Mulher”, em meu comentário), ia ficar ótimo ;D ! Não é questão de machismo, (outro tema abordado no texto) e sim de valorizar a mulher. O homem de verdade sabe que a mulher não é o sexo frágil, e de fato não é, sexo frágil é aquele que não enxerga as coisas simples da vida ou não quer enxergar. Ele sabe que precisa dela em sua vida e ambos precisam caminhar na mesma direção. E a mulher que o homem ama ou está apaixonado, não quer dizer que a mulher não consiga carregar uma sacola, ou que vá ser inferior por deixar o homem fazer isto, mas ele faz questão de não deixá-la fazer força, se cansar, etc, pelo simples fato dela ser especial para ele. Isso é gostar, é respeitar e é amar. " O homem que está do seu lado pro que der e vier, e o seu melhor amigo, que enxuga seu rosto quando você chora, te acaricia os cabelos, te fala de amor, que te chama no meio da noite pra dizer que te ama", como diz na música, é sim o homem que toda mulher quer ter, e o homem que todos os homens deveriam ser, todavia, tem mulheres que não são tão românticas assim, ou então mulheres que não gostam de um homem cavalheiro, atencioso e educado, que lhe entenda, que seja seu amigo, que queira lhe proteger e sensível ao mesmo tempo, que quer estar sempre ao seu lado, neste caso ela deve rever seus conceitos femininos ou pode buscar em outra mulher tais qualidades.
    (Continua...)

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  23. Sobre a possessividade, ninguém gosta de gente assim, isso é lógico, tanto homem quanto mulher, e a mulher, exatamente por não ser sexo frágil, como tem mulher possessiva também por este mundo afora! Mas isso é normal e é do ser humano. E tem muito homem por aí que bate em mulher e isso sim é machismo! É o fim do mundo sim, todos sabemos, e que na verdade ele nem pode ser chamado de homem, eu sou da opinião que em mulher não se bate nem com uma pétala de rosa, afinal, sou um cavalheiro e não poderia pensar diferente, todavia, não podemos interpretar essa linda canção que fala de amor como um homem possessivo e doente, a autora critica toda a letra da música, será que esse cara está totalmente errado então? E compreendo a outra mensagem transmitida no texto sobre os casais felizes da Disney, das novelas, e obviamente tudo acaba com um final feliz, por outro lado, não “continuamos acreditando que é somente através de uma relação heterossexual, monogâmica e tradicional, que seremos felizes”, claro que não, pois existem gays e lésbicas na sociedade e eles não pensam assim, e todos merecem respeito, mas cada um é livre sim para viver e pensar e ser feliz à sua maneira, não deixemos nos influenciar por novelas, contos, e filmes com finais felizes. Mulheres não esperem que 100% dos homens sejam cavalheiros, com certeza não é a totalidade, obviamente nenhuma pessoa vem com manual de instrução de fábrica, não podemos prever o nosso semelhante, assim como não podemos julgar o cavalheirismo, ele vai existir, sempre existiu, o homem que ama é cavalheiro, basta ser verdadeiro também, mas pedimos não só para as mulheres mas para os homens também, não idealizarem a pessoa perfeita, isso é óbvio, as coisas acontecem naturalmente, tenhamos muito cuidado, romantismo inexistente, cavalheirismo extinto, ou, que não deve existir pois leva a crer que a mulher não precisa disto, machismo por trás da música do Roberto Carlos. Então o Rei perdeu a majestade eu não fiquei sabendo!??

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  24. Somente para fazer um adendo ao meu texto acima, eu nunca acompanhei a novela, e outra questão que eu não havia exposto, lógico que tem homens que são gentis e tem segundas intensões sim sendo cavalheiros, claro que isso existe e pode existir em até grande número, mas eu sou da opinião de que nunca podemos generalizar, quando a autora sugere um cavalheirismo extinto ela generaliza e isso não tem coerência, e não é legal, senão igualmente e fazendo uma analogia, todos os seres humanos seriam somente bissexuais, heterossexuais ou homossexuais, todos gostariam só do azul e no Rio Grande do Sul haveriam só gremistas, ou só colorados, todos os brasileiros iriam gostar só de samba e mulher só iria gostar de rosa e nada mais.

    Outra e última questão, quando disse que em uma mulher não se bate nem com uma pétala de rosa, eu quis dizer que por natureza, e isso não é machismo e sim lógico, todos sabemos que o homem possui maior condição física quando o quesito é força, o corpo masculino é condicionado a isso e o feminimo é mais delicado, conseqüentemente, o homem que se aproveita desta condição para bater em uma mulher, não é homem, e sim um ser desprezível, inferior, covarde e bizarro que também deveria analisar os seus conceitos de homem.

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  25. Que texto pseudo-intelectual! De opinião medular diante do expresso vazio proposital, dedigna-se de encontro à certeza utópica de que bem se conduz a própria vida, daqueles que precisam e para o bem-comum. Construir, respeitar, amar... Ledo engano! Quanta brasilidade nas expressões! A Carta Magna é clara e atual, em um de seus artigos: Todo poder emana do povo. Por isso, somos o que somos! Por isso, JAMAIS saíremos da inércia: "sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor" - perfeito e característico de eternos subdesenvolvidos. Parabéns aos dotados de opiniões (quase nunca inteligentes), aos Maria-vai-com-as-outras e aos afetos ao lema: é proibido proibir. Insisto: Todo poder emana do povo. INCRÍVEIS!!!

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  26. Possessão e ciume ocorre em ambos os sexos. No sexo masculino é mais comum observar comportamentos possessivos, em quanto que nas mulheres é mais comum o ciume. A origem disso é puramente evolutiva, a mulher têm ciumes porquê precisa assegurar que o seu parceiro selecionado esteja disponível para prover recursos e proteção somente dela e de seus filhos. O homem leva a relação mais pelo lado da possessão porquê é uma característica dos machos da família dos mamíferos... Ufaaa
    Pronto... Agora que te expliquei as coisas, PARA DE PENSAR QUE AS MULHERES ESTÃO SEMPRE NA CONDIÇÃO DE VÍTIMAS DO FEMINISMO MASCULINO DA SOCIEDADE MALDOSA isso é ingenuidade com um pouco de revolta exagerada da sua parte.

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  27. Possessão e ciume ocorre em ambos os sexos. No sexo masculino é mais comum observar comportamentos possessivos, em quanto que nas mulheres é mais comum o ciume. A origem disso é puramente evolutiva, a mulher têm ciumes porquê precisa assegurar que o seu parceiro selecionado esteja disponível para prover recursos e proteção somente dela e de seus filhos. O homem leva a relação mais pelo lado da possessão porquê é uma característica dos machos da família dos mamíferos... Ufaaa
    Pronto... Agora que te expliquei as coisas, PARA DE PENSAR QUE AS MULHERES ESTÃO SEMPRE NA CONDIÇÃO DE VÍTIMAS DO FEMINISMO MASCULINO DA SOCIEDADE MALDOSA isso é ingenuidade com um pouco de revolta exagerada da sua parte.

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    1. Para você, Jonathas: http://www.youtube.com/watch?v=-MK1q9fZjeI

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    2. Agora deixa eu te explicar as coisas, esse blablabla seu é de uma pseudo ciência ridícula e que tem uma metodologia científica falha, além de ignorar fatores culturais. Ufaaaa! Vai estudar, superinteressante e blog masculinista não vale como base científica.

      Agora que você sabe que ciência não é neutra, PARE DE PENSAR QUE VOCÊ HOMEM PODE CHEGAR AQUI E EXPLICAR COISAS PARA NÓS MULHERES. AGORA VOCÊ SABE QUE NÃO É LEGAL CHEGAR E FALAR QUE A GENTE É REVOLTADA E EXAGERADA.


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  28. Tanto a possessão quanto o ciúmes são características de ambos os sexos, embora é comum possessão estar presente em maior quantidade no gênero masculino e o outro no feminino. Isso se deve ao fato de a mulher precisar assegurar que seu macho selecionado esteja sempre disponível para prover recursos e proteção apenas para ela e seus filhos ao passo que os macho são possessivos devido ao fato de ser uma comportamento característico de machos da família dos mamíferos.
    COM ISSO VOCÊ PODE PARAR DE ACHAR QUE AS MULHERES ESTÃO ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE NA CONDIÇÃO DE VÍTIMAS, as mulheres costumam ser extremamente machistas também, uma vez que assimilam melhor as mentiras da mídia e as convenções sociais.

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  29. É raro eu comentar alguma coisa na net, mas como é igualmente raro eu ler tanta asneira em um único texto, resolvi dizer o que penso. Pra falar a verdade essa música não é do tipo que me agrada (e nem o Roberto Carlos), mas acho que a única coisa que vc esqueceu é que o Roberto Carlos escreveu essa música baseada nos valores dos anos 50, 60 e que pouco reflete os valores atuais. Com uma pequena análise é possível ver que tanto os jovens quanto os mais velhos acham essa música bizarra e não fariam metade do que ela diz, até porque teria grande possibilidade de virar um "corno" (e não é difícil ver a quantidade de paródias referentes a isso na net). Agora tratando do cavalheirismo (considerando a parte dos homens cavalheiros e que não tem nada a ver com a explicação do texto) acho que as feministas vivem em um mundo paralelo onde os homens vivem para "comê-las" (essa expressão foi usada propositalmente) e elas vivem para fugir. Certo dia estava conversando com duas mulheres que irão trabalhar comigo e posteriormente, por acaso, tivemos que entrar em um fila, e eu havia chegado primeiro, mas por algum motivo dei minha vez para elas. Pelo seu ponto de vista eu tinha segundas intenções e queria fazer sexo com elas (a única coisa que nem passou pela minha cabeça). Para falar a verdade sempre que eu ofereço meu lugar na fila ou minha cadeira do ônibus seja para qualquer mulher não é porque tenho segundas intenções, mas é porque eu acho que minha estrutura física suporta ficar mais tempo de pé, por exemplo. Vocês podem chamar isso de machismo, mas faço isso com idosos (sejam homens ou mulheres). Do mesmo jeito vários homens abrem a porta para outros homens, mas isso passa despercebido entre as mulheres. Com relação à possessão, existem seres mais possessivos que as mulheres? Homens sequer podem ter amigas...
    O mais engraçado é que nenhuma mulher nunca reclamou comigo por ter oferecido meu lugar na fila ou meu assento e duvido que elas tenham se sentido constrangidas pensando que eu tinha segundas intenções, pelo contrário se sentiram gratas, o que significa que as feministas como você (não vou generalizar porque existem feministas sérias) não representam as mulheres de verdade. As mulheres de verdade são as guerreiras que conseguem seu espaço na sociedade não porque se vitimizam em todas as situações, pelo contrário, porque demonstram a força e o valor que têm. Uma coisa que tenho que parabenizar é o nome do seu blog, faz total sentido seu Ativismo de Sofá, ou seja, ficar sentada, escrevendo sobre uma música irrelevante enquanto as feministas de verdade estão lutando por causas verdadeiramente importantes como a violência doméstica, exploração sexual etc.

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    1. "Feministas de verdade", porque é claro que um anônimo pode definir se o feminismo de alguém é de verdade. E é claro que esse anônimo pode avaliar todas as ações feministas de alguém por um blog, né? E

      Você tem problemas sérios de interpretação, porque em nenhum momento o texto fala mal de gentileza, se você faz isso para homens e mulheres. Se você cede lugares a homens mesmo eles não sendo idosos, assim como você cede para mulheres, se você faz isso por amizade pra homens e mulheres, você é um cara bacana, simplesmente.

      Mas se você faz com as mulheres porque acha que "a estrutura física delas" não suporta, você está fazendo algo que chama machismo benevolente: você coloca a mulher como inferior, só que pra "ajudá-la". Sabe?

      O problema do cavalheirismo é que ele é destinado apenas às mulheres porque se baseia no fato de que mulheres sempre precisam de ajuda, ENTENDEU? Quer que eu desenhe?

      A música do Roberto Carlos é um exemplo de como uma paixão pode se tornar obsessiva. E por favor, pare de falar que "mulheres nem deixam homens terem amigas", sendo que a gente vive numa sociedade onde 7 de cada 10 mulheres que morrem, são mortas por seus ex-companheiros ou companheiros. E normalmente a causa é ciúme/possessividade.

      Você que abomina tanto esses textos sobre músicas irrelevantes precisa saber de uma coisa muito bacana que chama DISCURSO e ANÁLISE DE DISCURSO. Sabendo disso, você entenderá os motivos de existir textos que tentam questionar aspectos da nossa cultura, tá? Vai entender como alguns "valores sociais" são passados através de músicas, novelas etc.

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  30. E não precisa aprovar meu comentário, meu objetivo é que você leia. Até porque duvido que pessoas como vc aceitem críticas e muito mais fácil censurar.

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    1. Falou o cara que vem criticar em anônimo HAHAHAHAH corajoso demais você hein

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  31. Muito, mas muito exagero mesmo. Um cara cavalheiro é um cara machista? Acho que nesse mundo até o homem fica sem saber como agir

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  32. vc não faz idéia das besteiras que escreve..esse mundinho que vc criou é totalmente surreal...espero que um dia vc consiga se libertar dessa mania e seja realmente feliz, pois vejo que não é um pessoa ruim e sim apenas insegura e manipulável.

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  33. A pior parte, pra mim, é ele pegar pelo braço... nunca pensei em cavalheirismo à moda antiga, mas no cara realmente puxando a mulher pelo braço, torcendo, machucando.

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